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#16.ART

IMAGINAR O REAL

Na urgência da criação de um pensamento diretamente comprometido com a ação, podemos unir a complexidade, a incerteza e o caos ou a crise para questionar, construir ou prever o desconhecido.

O Encontro Internacional #ART, procura inscrever-se num meio eco-social, politizado e culturalmente desafiador em terrenos movediços, como a própria arte da atualidade mundializada que convive com o híbrido, a migração, a miséria e o excesso.

O Encontro Internacional “#16.ART: Artis intelligentia: IMAGINAR O REAL”, procurará analisar conceitos, tais como: território e cultura; materialidade e imaterialidade; pensamento e ação.

Confrontá-los com as novas noções oriundas do pensamento contemporâneo - dos meios computacionais, do trabalho colaborativo, compartilhado/em coautoria, de interator/usuário, de sistema, de virtualidade, de artificialidade, de simulação, de interface, de híper-textualidade, de ubiquidade, e de interatividade - afim de articular e atualizar os discursos sobre a área de atuação de pesquisa e produção artística. Podemos afirmar que as relações entre arte, ciência e tecnologia estão definitivamente contaminando, reconfigurando e transformando as diversas camadas do sistema da arte, provocando no sistema uma grande porosidade de meios a formas. Vemos a condição do fazer e da ação artística, não tanto como um modo de “resolver”, mas tão só de complexificar e dessa forma fazer a sociedade tomar consciência de posição que ser quer consciente e atuante por parte do individuo.

 

 

TEMAS

Ciência e Tecnologia [Media Arte]

Se a tecnologia é sempre central à prática artística, a revolução computacional a que assistimos a partir de meados do século XX provocou alterações dramáticas à relação dos artistas e públicos com os artefactos artísticos e com o mundo. A inevitabilidade da interação que transforma as relações com os media; a forma como os jogos moldam as nossas expectativas dessa interação; a riqueza dos processos algorítmicos como infraestrutura e como foco estético; a pervasividade dos sistemas computacionais que digitalizaram o mundo; levantam inúmeras questões pertinentes que afetam artistas, públicos, críticos e académicos e que aqui pretendemos explorar.

 

Educação Artística

A educação artística como um campo de investigação autónomo compreende, hoje, um entendimento que vai para além dos domínios do educativo e do artístico, não se do artístico aos processos educativos. É numa zona de confronto entre os dois domínios que as questões levantadas pela educação artística, nas geografias da escola, das instituições culturais e das comunidades podem ser pensadas nas suas complexidades e (im)possibilidades. Criar espaços de reflexão sobre as práticas desenvolvidas no território da educação artística, a partir do habitar desta zona tensional, permitirá empreender um trabalho crítico não apenas sobre as histórias contidas no seu presente, como das retóricas naturalizadas na instrumentalização das artes na educação. Pretende-se, nesta chamada de trabalhos, enfrentar a investigação aqui realizada como um acontecimento fracturante que permita outros devires na imaginação do real.

 

Identidade, Comunidade e Rede

A construção da identidade é um dos tópicos fundamentais da arte e da relação do artista com a comunidade. Esta centralidade tem assumido um novo protagonismo na prática artística quando muitos dos argumentos e crenças tradicionalmente usados para definir a identidade nas sociedades atuais são cada vez menos influentes. Como forma simbólica, a identidade ostenta hoje um carácter líquido e maleável, mais do que fixo e inalterável. O debate contemporâneo em torno da identidade (de idem, o mesmo) deriva da tensão dos seus dois sentidos: por um lado a identidade é a marca singular que individualiza; por outro, é a perceção da pertença: uma relação coletiva e social onde o singular se dissolve na identidade cultural, de género, étnica ou geográfica. Este é o debate que marca também as relações tensas entre o sentido da comunidade e a noção de rede na construção

da identidade: De que forma a prática artística questiona e participa nos processos de construção identitária? Como os artistas revelam e constroem a sua própria identidade na prática? Como lidam com as questões da privacidade, do anonimato ou do alteridade? Como relacionam prática e comunidade? Como usam e questionam o papel das redes sociais na construção identitária?

 

Matéria e Memória

A memória é um processo! É frágil e fundamental para a constituição do self e para a compreensão do mundo, trabalhando em parceria com diferentes matérias, arquivos externos e auxiliares de memória que vão desde objetos mnemónicos pessoais (e.g. telemóveis ou computadores) aos coletivos, sociais e públicos (e.g. jardins ou museus). Sendo a natureza da memória construtiva e re-construtiva com um grupo de sistemas inter-atuantes e atividades interlaçadas cada uma capaz de registar informação, arquivar, organizar e torná-la devir lembrança, pretendemos discutir como a era digital veio possibilitar novas formas de conectividade e de complementaridade na partilha e formação e memória.

 

Patrimônio Imaterial

O conceito de Património [Cultural] Imaterial foi destacado pela UNESCO, sobretudo a partir dos anos 90 do séc. XX, legitimando uma expressão que lhe é bem anterior. Preenchido por substâncias estabilizadas e flutuantes que atravessam cronologias e se dispersam em modo global, anteriores à disseminação cultural do pensamento pelas vias tecnológicas. Consiste em registros, imagens memoriadas, quer de foro individual, quer coletivo transcendendo negligências, vontades ou intenções. Desenham-se imaginários privados no universo do público “aberto” em estado de exceção estética. Identificam-se imagens flutuantes na invisibilidade ou na persistência. Atende-se à recorrência de gestos de pensar, de dinamismos artísticos involuntários ou destinados; na trasladação de ideias, sinais ou vestígios celebratórios. Pondera-se sobre efemeridade versus permanência do mental e imaginário; sobre a instabilidade ou remanescência do corpo/arquivo. Analisa-se a performance, na sua polissemia, sintaxe e/ou pragmática. Reflete-se sobre conceção, ação e interpretação – fraseologias divergentes do movimento. Dissecam-se narrativas, questionando iconografias/codificações/poéticas gestuais, visuais e sonoras… em seus entrecruzamentos e sinergias.

 

Praxis e Poiesis

O fazer da Praxis e Poiesis manifesta-se em diversas ordens de saberes, a conjugação das competências previstas da prática artística e do significado da obra através seus próprios objetos - interação, inter-relação, intercompreensão - como um processo de produção de conteúdos; a arte como um legado em si mesma (Art for art's sake); questões intrínsecas ao fazer, assim como investigações que se centrem em práticas de performance, desenho, pintura, escultura, instalação, etc. - independentemente do meio no qual se materializem, mas que expandam e questionem as fronteiras entre o estúdio e/ou o espaço público sociocultural de construção e/ou apresentação do projeto.

 

 


11 a 14 outubro 2017 · 9:00
Pavilhão Sul, Aula Magna, Galeria Cozinha, Museu

CONFERÊNCIAS ANTERIORES

UD17: NoiseWise

Sixth Forum on Doctoral Design Research


16 e 17 outubro 2017
UPTEC PINC

FuturePlaces

10º medialab para a cidadania / 10th medialab for citizenship


17 a 21 outubro 2017
UPTEC PINC, Maus Hábitos, Mira Forum, Passos Manuel

xCoAx 2017

Computação, Comunicação, Estética & X
Programa Online


5 a 23 julho 2017
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa + Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado

Pensamento e Catástrofes

Ao longo de três dias, autores, ^lósofos e artistas reúnem-se para, não apenas debaterem as possibilidades de compreendermos as catástrofes, como também – no dizer de Jean-Luc Nancy – enunciarem algo do «pensamento como catástrofe».
http://pensamentoecatastrofes.up.pt


18 a 20 maio 2017

Apresentação Pública da Bienal BoCA

A BoCA – Biennial of Contemporary Arts é uma nova bienal de artes contemporâneas que tem a sua primeira edição entre 17 de março e 30 de abril de 2017, nas cidades de Lisboa e Porto.


10 fevereiro de 2017 · 17:00
Aula Magna

5EPRAE

EPRAE is an international meeting that intends to make public and to discuss ongoing doctoral researches students with invited discussants and a community of students and teachers of arts education.


9–10 fevereiro de 2017
Museu

A Aura da Imagem

Sessão organizada a propósito da apresentação do 1º número da publicação SOPHIA “Crossing Borders,Shifting Boundaries, The Aura of The Image” 


30 novembro 2017 · 17:30
Auditório Pavilhão Sul