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Prémios Viana de Lima entregues a estudantes de Arquitetura e Belas Artes

A edição deste ano distinguiu os melhores estudantes da FAUP e da FBAUP no ano letivo 2018/2019

Ivan Postiga (FBAUP) e Hélder Lima (FAUP) receberam o Prémio de Pintura “Alexandre Viana de Lima” e o Prémio de Arquitetura “Sílvia Viana de Lima”, respetivamente.

Os estudantes Hélder Lima, da Faculdade de Arquitetura (FAUP), e Ivan Postiga, da Faculdade de Belas Artes  (FBAUP) da Universidade do Porto, são os vencedores da edição deste ano dos Prémios Viana de Lima, atribuídos pela Câmara Municipal de Esposende aos dois melhores estudantes das escolas de artes da U.Porto no ano letivo 2018/2019.

Foi vontade do Arquiteto Viana de Lima, expressa em testamento, que fosse estabelecido um prémio anual para o aluno melhor nos cursos de pintura e arquitetura e assim se cumpriu, com o estabelecimento do acordo entre a Universidade do Porto e a Câmara de Esposende.

O valor fixo, de 2.000€ por prémio, é suportado pelo orçamento da Câmara Municipal de Esposende, no âmbito da Casa Viana de Lima (Casa das Marinhas) e atribuído aos alunos que tenham mostrado um aproveitamento excepcional. Na Faculdade de Arquitectura, o Prémio Sílvia Viana de Lima vai para o aluno que obteve a média mais elevada a quatro das cinco unidades curriculares de Projecto do Mestrado Integrado (Miarq), no ano lectivo anterior à entrega do prémio.

No caso da FBAUP, é vencedor o aluno que obteve a maior média final de curso de Mestrado em Artes Plásticas - especialização em Pintura, no ano letivo anterior à entrega do prémio. E, no ano letivo 2018/2019, foi Ivan Miguel Salgado Postiga o estudante, com uma média de 18,700 valores.

Para Ivan, o Prémio significa o coroar destes últimos três árduos anos de pesquisa e investigação académica, mas, acima de tudo, o reconhecimento de todo o esforço, tempo e dedicação despendidos na concretização deste projeto. Receber este prémio é, por esta ordem de ideias, um grande motivo de orgulho e satisfação pessoal que vem ressalvar a importância que a Investigação em Arte desempenha para este caminho de progressão artística que considera estar a percorrer e agradece  à Câmara Municipal de Esposende a distinção, estendendo a gratidão às pessoas que acompanharam e permitiram, com o seu rigor, tempo dedicado, incentivo e sentido crítico, a excelência deste projeto.

Em setembro, vai iniciar o Programa Doutoral de Artes Plásticas na FBAUP e, até ao final deste ano, para lá de estar envolvido em alguns projetos artísticos pessoais, conta também com algumas exposições agendadas que, mesmo nestes tempos estranhos de pandemia, acredita que o continuarão a lançar para novos desafios e fazer, mais do que nunca, repensar o papel criativo da obra de arte na reinvenção da Sociedade.

Ivan Postiga, “G20_Toronto” (2017), Spray acrílico sobre MDF, 172 x 801 cm (86 x 89 cm cada), Vista geral da exposição “Klecksographie”, Museu da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Porto
Ivan Miguel Salgado Postiga é Mestre em Artes Plásticas – Pintura pela FBAUP com o projeto “Inconsciente Estético: O pensamento sem imagem e a lógica de um significado expandido” (2019), prova na qual obteve a classificação máxima de 20 valores.

A cerimónia da entrega dos prémios contou com a presença do Reitor da U.Porto, António Sousa Pereira, do Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, e dos diretores da FAUP, João Pedro Xavier, e de FBAUP, Lúcia Matos.

Na ocasião, o Reitor da U.Porto realçou a importância da parceria estabelecida entre o Município e a Universidade que possibilitou a “preservação e valorização de um património arquitetónico ímpar”.

O Diretor da FAUP, João Pedro Xavier, centrou sua intervenção na obra de Viana de Lima, concretamente na Casa das Marinhas, e concluiu evidenciando o percurso do estudante de arquitetura premiado, que iniciou o curso precisamente na altura em que o imóvel se tornou visitável.

A Diretora de Belas Artes, Lúcia Matos, destacou por sua vez a articulação entre as artes, nomeadamente entre a pintura e a arquitetura, realçando o “espírito de comunidade, de trabalho em conjunto”, que existia na época do arquiteto esposendense.